O desenvolvimento tecnológico aliado à expressiva expansão da indústria trouxe, sem dúvidas, incontáveis benefícios para o desenvolvimento da sociedade. No entanto, o aumento da emissão de carbono para a atmosfera ao longo dos anos emitiu uma preocupação quanto à saúde humana e às consequências ambientais.
Em resposta, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 1992, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). Em 1995, ocorreu a primeira Conferência das Partes (COP1), iniciando então um compromisso global com reuniões anuais onde líderes internacionais discutem, negociam e desenvolvem políticas para enfrentar as mudanças climáticas.
Cada COP busca compromissos concretos e coordena ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Com a crescente demanda por soluções sustentáveis, a COP29 (nov/2024) promove compromissos e estratégias que incluem o investimento em inovações tecnológicas que visam à redução das emissões e impulsionam uma economia de baixo carbono. Portanto, se você não sabe quais tecnologias para a redução das emissões podem ser úteis à sua indústria em resposta à COP29, acompanhe-nos neste texto.
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Principais tópicos da COP29
Realizada em Baku, no Azerbaijão, a COP29 estabeleceu novas metas climáticas e o fortalecimento de mecanismos financeiros para apoiar países em desenvolvimento na descarbonização de suas economias. Com meta em limitar o aquecimento global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais (limite seguro), a edição COP29 foca em avançar em pontos como:
- Mercado de Créditos de Carbono: Facilita que países e empresas possam compensar suas emissões investindo em projetos de reflorestamento e proteção de áreas verdes.
- Troca de Tecnologias: Apoio à troca de tecnologias verdes entre os países, com especial atenção às nações em desenvolvimento.
- Nova Meta Global de Financiamento Climático: Um novo objetivo financeiro deve ser discutido, superando o acordo de US$ 100 bilhões, que será substituído pelo NCQG.
Em suma, a COP29 reforça a criação de padrões de crédito de carbono e a formulação de metas financeiras globais para o combate às mudanças climáticas. Neste contexto, o Brasil propôs reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005.
Como a COP29 impulsiona inovações tecnológicas para redução das emissões
A transição para uma economia de baixo carbono exige políticas sólidas e severas para a redução de emissões, e as queimadas representam uma parte importante do todo.
Contudo, é de conhecimento comum que as indústrias são, também, grandes responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa. Neste contexto, os países são motivados a apresentar avanços na redução de emissão, por exemplo, em relatórios como o BTR (Relatório Bienal de Transparência), que assegura a prestação de contas em relação às metas globaiss metas de emissão).
A COP29, então, reforça esse compromisso, promovendo um ambiente de inovação tecnológica que apoia as indústrias a adotarem práticas mais limpas e eficientes.
Por meio de políticas e incentivos voltados para tecnologias de baixo carbono, a conferência desempenha um papel fundamental na construção de um futuro sustentável.
Por isso, destacamos abaixo algumas dessas tecnologias que podem transformar a indústria e ajudar a atingir as metas de emissões, em busca de uma indústria verde.
Fontes de energia renovável e armazenamento
Diversas empresas têm optado por recorrer a fontes renováveis, como a energia solar e eólica, juntamente com tecnologias de armazenamento de energia. Além disso, empresas que trabalham com projetos e instalação de sistemas híbridos e de armazenamento térmico têm sido cada vez mais procuradas por indústrias que buscam estabilizar o consumo durante períodos de alta demanda e querem operar com um menor consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis.
Assim, uma boa opção para reduzir a emissão de carbono é a adoção de sistemas fotovoltaicos integrados e baterias de armazenamento.
Cogeração e recuperação de calor
A geração combinada, mais comumente chamada de cogeração, permite que a energia gerada em um processo seja reaproveitada em outras partes do sistema.
Por exemplo, caldeiras e fornos utilizam a recuperação de calor redirecionando gases de exaustão ou calor perdido para aquecer outras áreas da planta ou para geração de eletricidade.
Desta forma, tem-se um ganho em economia de energia e uma redução direta das emissões devido à gestão de recursos que seriam perdidos.
Tecnologias de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS)
Há processos em que a eliminação total das emissões é difícil, e o CCS pode ser uma solução eficaz. O CCS captura o CO2 antes de ser liberado na atmosfera e o armazena em locais subterrâneos seguros. Com incentivos da inovação tecnológica reforçada pela COP e pela evolução na redução de emissões, a tecnologia de captura de carbono está se tornando cada vez mais viável e necessária para setores industriais pesados, como cimento e aço.
Uso de Hidrogênio Verde
O hidrogênio verde é uma alternativa promissora para a substituição de combustíveis fósseis em processos industriais de alta intensidade. Este recurso é produzido a partir de fontes renováveis e pode ser utilizado tanto para gerar eletricidade quanto como fonte de calor, reduzindo significativamente as emissões.
Sem dúvidas, este método não pode ser desconsiderado, pois incentiva o desenvolvimento de infraestrutura e tecnologias para viabilizar o uso de hidrogênio verde nas indústrias.
Inversores de Frequência
Esses dispositivos são essenciais para controlar a velocidade e o consumo de energia de motores elétricos, e sabe-se que esta máquina representa a maior parte do consumo de energia industrial.
Ao aplicar um inversor de frequência no seu sistema, a potência do motor é ajustada conforme a demanda real de operação, evitando o uso excessivo de energia, o que reduz as emissões de C02.
Visto que ao promover eficiência em sistemas de ventilação, bombeamento, refrigeração e em equipamentos de produção, essa tecnologia pode resultar em economias significativas de energia e, consequentemente, reduzir as emissões.
Portanto, a COP representa um ato significativo na luta global contra as mudanças climáticas, reafirmando o compromisso das nações com um futuro de baixo carbono.
Ao incentivar o desenvolvimento e a implementação de tecnologias inovadoras para a redução da emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, a COP automaticamente apoia a aplicação de inversores de frequência, sistemas de gestão de energia e processos de captura de carbono. Quando essas soluções tecnológicas são adotadas em larga escala, podem reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e promover uma economia mais sustentável.
Por fim, é crucial o papel das indústrias e das novas tecnologias para que ocorra o avanço para alcançar as metas globais, uma vez que a transição para um planeta mais saudável depende tanto de políticas públicas quanto de inovações práticas.